13 de junho de 2010

Em mudança constante.
A instabilidade faz parte de nós.
Meu barraco é uma desordem.
Minha bagunça é interna.
E o que há de mim externo, tem vida própria.Eu não sei domar.
Perdi o controle ainda menina.
Não tenho mesmo jeito. Desista.
Em meu coração só. Agora batem dois.
Afoitos. Preciso de um tempo para nós.
Os suspiros. Recompor.
E outros derretidos que como açúcar somem na boca.Te contei? Eu mudei.
Troquei de endereço.
De bairro. Documento.
Manequim. não tenho pique para night.
E lençóis novos que só nossos corpos hão de experimentar.Comprei também na feira um anel de plástico pra te dar.
As minhas teorias de família,
tradição e propriedade estavam mesmo todas ultrapassadas.
Fora de moda.
Sem encanto.
Por isso, renovei-nos em belos panos.
E receitas antigas estão já escritas na cozinha
que é para não esquecermos de onde viemos
e onde é que quero chegar.Eu quero ir contigo. Nesse trajeto, rumo `a novidade não deixei sobrar
nada do que foi ruim no passado.
Nenhuma foto, nenhuma carta, nenhum trapo.
Os restos do resto foram todos doados.
Não restou um resquício sequer.
Um corpo disposto.
Nenhuma mágoa.
Para não fazer volume na caixa.
Peso no caminhão.Foi o fim.
É o começo.
As paredes aguardam agora pálidas e pacientes.
O viver e nossas histórias

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