23 de novembro de 2008

Parece que existe no cérebro uma zona específica,que poderíamos chamar Memória Poética,que registra o que nos encantou,o que nos comoveu, o que dá beleza a nossa vida.
O amor começa por uma metáfora.Ou melhor o amor começa no momento em que uma pessoa se inscreve com uma palavra em nossa Memória Poética.
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"Eu te conheço todo por te viver toda. Em mim é profunda a vida."

batendo forte!(L)

momento lama !

vivendo esse momento ...ouvindo 299 vezes por dia !



Pelo curto tempo que você sumiu
Nota-se, aparentemente, que você subiu
Mas, o que eu soube a seu respeito, muito me entristeceu
Ouvi dizer que pra subir você desceu

Todo mundo quer subir, a concepção da vida admite
Ainda mais quando a subida tem o céu como limite
Por isso, não adianta estar no mais alto degrau da fama
Com a moral toda enterrada na lama

Por isso, não adianta estar no mais alto degrau da fama
Com a moral toda enterrada na lama

Pelo curto tempo que você sumiu...
muito querido !
me faz um bem danado , como diz Márcia castro
venha cá meu pecadinho! :)
.

O Som.
Das gotas da chuva caindo em minha janela.
Das ondas em espuma estourando na areia da praia.
Da concha que imita o mar.
Das folhas das árvores agitando uma a outra.
Do vento forte assoviando entre os corredores.
Do piano, do saxofone e do contrabaixo.
De um coral de crianças.
Da água que vai virando café.
Do crepitar da chama de uma vela e da brasa de um cigarro.
Do miado dos gatos, do uivo dos lobos e do canto das cigarras.
De certas vozes humanas.
Do suspiro e da respiração profunda dos que se amam.
De um lápis riscando um papel devagar.
Do folhear de um livro.
Do coração batendo.
Do mergulho.
Do silêncio.

E todos esses sons causam-me uma espécie de cócegas boa na mente, um carinho na alma.

Amo a voz da tempestade,
Porque agita o coração
E o espírito inflamado
Abre as asas no trovão!

A minha alma se devora
Na vida morta e tranquila...
Quero sentir emoções,
Ver o raio que vacila!


Álvares de Azevedo
- Foi poeta - sonhou - e amou na vida. -

frente ao mar

*





Devaneios de um passeante solitário.
Jean-Jacques Rousseau
Sem tirar nem por.





*


Bem vinda melancolia no final de mais um dia!

Saudade de tudo que se foi e de tudo que está por vir. Das aulas de dança na infância, das tardes sentada numa praça, das idas ao colégio na garupa duma bicicleta, da padaria perto de casa, do tempo que parecia não passar tão rápido.


*