24 de novembro de 2008
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"Morro de preguiça de muitas coisas. Entre elas, instalações, explicações artísticas, galerias com fachada branca, o péssimo vinho servido em todas as exposições e as pessoas que realmente se levam a sério. Como tenho tendência a generalizar, acabei perdendo a chance de sentir, ver, receber uma infinidade de bonitezas. (...) Nos últimos tempos, ao menos aprendi a ir com mais calma. Olho para os dois lados antes de atravessar a rua. Ouço. Escuto. Não torço o nariz. Como prêmio, ganhei um livrim pequeno chamado “São as coisas que você não vê que nos separam” com a publicação de obras de Nazareno. Dentro, um quadrinho com duas muletas e a legenda “como eu fiz para chegar até você”. Mini cadeiras “você saberia qual a escolha correta?” sapatos “para quando você parar de mentir.” e mais tanta coisa. Vejo agora e agradeço por não ter visto antes. Olho para cima e peço por favor a chance de ver o que já vi. Enquanto isto mastigo vidro moído. E desenhos corações na palma da tua mão."
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