5 de maio de 2010

Lugar comum

O Haiti.
Os políticos.
As histórias que vejo na TV.
A chuva castigando a cidade.
A falta de compreensão entre nós.
Falta de afeto.
Meu tanto faz.
Nosso faz de conta.
As contas.
1\3.
Fé em quê?
Folha de São Paulo.
Sapatos que machucam meus pés.
Fome.
A reforma.
Os filmes.
As pessoas que moram na nossa rua.
Saudade da minha família.
As vantagens de estar onde estou.
O peso.
Minha escrivaninha.
O vinho tinto.
A droga da gaveta.
O tempo e a falta que ele me provoca.
O amor.
Diálogos entre pais e filhos.
Um domingo qualquer no parque.
Silêncio.
As garrafas pet boiando no rio.
Planos.
Impaciência.
As cobranças de todos.
As poucas horas de sono.
Sexo.
Música nova.
Pernilongo.
Arte.
Imagem.
Trânsito.
O sol fazendo-me sardas.
Disfarces.
Quando me calo.
Quando não fala.
Preguiça de viver o que é previsível.
Nenhuma vontade.
1001 oportunidades.
Seu mundo.
O teatro das boas maneiras.
Facilidades.
As eternas conversas comigo mesma.
Descontos para os outros.
Curiosidade.
Livros intactos na estante.
Os excessos.
Sofro com eles.
20 de janeiro de 2010 19:18 1 comentário tags: amor, angustia, caetano caruso, luiza pannunzio, vida blog meamas?Se te amo?
Eu me encosto.
Te acho no meio da noite.
Te imploro por tandrilax.
Um copo d’água.
Beijos na boa logo que acordo.
Concorda que te amo?
Te chamo. Proclamo! Reclamo.
Meu bem, amor, te quero, vem.
Te amo por inteiro
Pelo avesso.
De cima embaixo.
Te amo de lado.
Do teu lado.
De TPM. E aí é que vc
mostra que também me ama.
Me aguenta.
Faz carinho e espera passar.
Sábia decisão de só que sabe amar.
(resposta ao e.mail de agora pouco)
14 de janeiro de 2010 12:40 comente aqui tags: amor, caetano caruso, coração, dúvidas, rotina, sonhos, vida blog www.lejeanshere.blogspot.com
22 de dezembro de 2009 16:05 comente aqui tags: amor, ball´s place, lejeanshere, moda produtos Lugar Comum.Passou quase um ano desde o último contato.
Onde não houve amor.
Por isso, era preciso encontrar alguém que
combinasse com ela.
Pré-requisito, disposição à amar.
Por que?
Acredita nele.
Não no dele.
Para ela, amor é sinônimo de cuidados,
bons tratos, carinho, sexo, amizade, cumplicidade.
Quer dizer, para aquela guria, tudo isso junto significava amor.
Conclusão, a união dali desfeita foi por conta
da pele deles que combinava.
Simples assim.
O cheiro deles era bem conveniente.
A atenção jamais fora dispensada.
Mas não era amor.
Nem sempre é ou se torna.
Aliás, raramente.
Na maior parte dos casos, resulta em nada.
Quando não em ódio, depressão, abandono.
O deles foi o pior.
Acabou com uma palavra.
Saudade.
Por preferirem manter distância.
Um tropeço.
Muitas dúvidas.
Ela se achava mal interpretadas enquanto tentava entender
o que vinha da direção daquele um.
Louca.
Perderam-se no tempo.
Distraíram-se com os outros.
Estudaram todas as inúmeras possibilidades.
Isso leva tempo…
E quando de novo encontraram-se,
inevitavelmente, era tarde.
Viraram uma história qualquer.
Depois de meses à procura daquilo que acharam
que um dia sentiram um pelo outro em outros,
descobriram o engano.
Despistaram a infelicidade com drogas,
amigos, bebidas e música bem alta.
Para não haver diálogo. Só sexo. Sem envolvimento.
Como se isso fosse possível.
“Aqui, só há troca de fluídos!” avisava ele.
Ou nem isso.
Engajaram-se em outras turmas.
Encaixaram-se em outras pessoas.
E acabaram exaustos.
E com saudade.
Desviando deles mesmos.
Por não haver outro jeito.
Pois não sabiam lidar com o fomento de dentro do peito.
O mesmo que fazia as pernas dela tremerem ao vê-lo passar.
E ela o viu passar, uma, duas,
5 mil vezes bem na sua frente.
Até ele passar despercebido.
Alguém a cutucar pelas costas e dizer
“Viu quem está ali?!”.
Mas era tarde.
Não é triste?