8 de fevereiro de 2010

1 beijo e até mais tarde.

Quero te deixar livre.
Quero você sem obrigações comigo.
Te quero pró prazer.
Deve ir sem dar satisfação.
Não quero te preocupar.
Quero que vá, que parta.
Que me despedace.

Deixe-me cá onde estou.
Onde sempre estive.
Da onde nunca fugi.

Quero que saibas que sobrevivo.
E você também.
Peço apenas que caminhe em sua direção.
Que me deixe aqui sem sentido.
Que tome seu rumo.
Seu drink.
Encontre-se.
Assemelhe-se.
E me deixe. Só.

Olá como se sente?

Por favor, não mente.
Sejamos sinceros a partir de agora.
Eu veja bem, sou exatamente isto que você vê.
Sou esta que vos escreve.
Que perde horas em palavras que
relatam cenas de um umbigo rico em lamentos.
Mas, como se faz para sentir diferente?
Você também não sabe.
Então, diga-me como se sente?
Realmente.
Eu não posso te ajudar?
Sente-se.
Sente-se mal?
Bem, está tudo ok?
Quer um cigarro?
Um trago?
Quer um pedaço de mim?
Me conte, monte uma de suas histórias
para eu ouvir atentamente.
Para odiar ou amar.
Para que eu sinta pena.
Para que tenhas dó de mim.
Para que sejamos invadidos
de inveja ou de alegria.
De curiosidade, fantasia.
Conte-me como é ser você?
Eu não sei.
Você tem alguma idéia?
Por onde devemos começar?
Já começamos devendo?
És linear?
Você me dará começo, meio e fim?
Vamos lá!
Pouco importa!
Muito prazer!
Vamos nos conhecer?
Esta que vos escreve sou eu,
exatamente como imagina.

Agora conte-me...
Como se sente?