9 de agosto de 2011
Um dia de vigília.
Distrito Romântico
Hotéis e seus hóspedes
Nuances da vida
Eles querem briga
Eu já não aguento mais.
Que cada qual se exponha ao mundo como preferir.
Há quem escolha chorar e há quem escolha sorrir.
Há quem prefira libertar e há quem deseje oprimir.
Eu quero lutar, tu vais desistir?
Há que se entender que cada vez mais estamos expostos ao luxo alheio.
Ao devaneio, a ofensa como meio de chamar atenção.
A corrupção.
Ao silêncio imposto pela censura financeira.
A desestruturação da manifestação coletiva em prol da cegueira.
O poder, o glamour, a fama, a celebração do nada.
Uma foto roubada, um rabisco no caderno e o que fica de eterno?
O que disso é atemporal, relevante, importante para o desenvolvimento da espécie?
Geração que apenas flutua, nada pela superfície com medo de se aprofundar.
Faço o que me cabe.
Deixo pegadas bem marcadas, sem medo da perseguição.
Um dia te adoram, te levantam.
Outro dia te jogam de cabeça no chão.
Em vida muito fica sem sentido, sem relevância.
A partida modifica e no futuro, na minha ausência
As peças se encaixarão.
Que fique registrado numa pequena passagem.
Nunca desisti. Lutei até o último espectro de rastro da minha alma.
Eventualmente me faltou calma, mas no todo passei e fiz bem.
E o que me importa, se fecharam a porta e fiquei aqui debaixo da terra?
A felicidade estava o tempo inteiro no meu quintal!
Eu soube como usufruir dela.
Sem aquela obrigação imoral.
Não que isso seja uma carta de despedida ou de morte.
Eu vivo e morro todos os dias.
Foi apenas um exercício de livre expressão.
Há que se morrer cotidianamente para sentir no rosto o vento agradável da liberdade.
Sem medo do futuro e sem desespero, sem culpa e sem afobação.
Vamos para mais um dia de alegria ou de tristeza.
É você quem escolhe o que lhe apetece diante desta incerteza.
Sigo vagando pela contra-mão.
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