23 de novembro de 2008

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O Som.
Das gotas da chuva caindo em minha janela.
Das ondas em espuma estourando na areia da praia.
Da concha que imita o mar.
Das folhas das árvores agitando uma a outra.
Do vento forte assoviando entre os corredores.
Do piano, do saxofone e do contrabaixo.
De um coral de crianças.
Da água que vai virando café.
Do crepitar da chama de uma vela e da brasa de um cigarro.
Do miado dos gatos, do uivo dos lobos e do canto das cigarras.
De certas vozes humanas.
Do suspiro e da respiração profunda dos que se amam.
De um lápis riscando um papel devagar.
Do folhear de um livro.
Do coração batendo.
Do mergulho.
Do silêncio.

E todos esses sons causam-me uma espécie de cócegas boa na mente, um carinho na alma.

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